• Ana Carolina Martins

Como aperfeiçoar a escrita de Relatório e Parecer Psicológico?


A escrita adequada é uma das principais competências do psicólogo. Abaixo algumas dicas para redigir Relatórios ou Pareceres Psicológicos coerentes e em conformidades com as resoluções do Conselho Federal de Psicologia.

O psicólogo organizacional possui entre suas funções a realização de avaliações. Aquele que trabalha com recrutamento e seleção ou mapeamento de perfil necessita escrever muitos relatórios ou pareceres. A atenção com a gramática, com a coerência e com a estrutura do texto é fundamental para a credibilidade de qualquer profissional, portanto a escrita adequada e a releitura são indispensáveis.

- Coerência e Ordenação

Conforme a resolução 007/2003 do CFP (Conselho Federal de Psicologia), o documento gerado por psicólogos deve, na linguagem escrita, apresentar uma redação que expresse o que se quer comunicar, chamado de coerência. Deve ter também ordenação que possibilite a compreensão por quem o lê, o que é fornecido pela estrutura, composição de parágrafos ou frases, além da correção gramatical.

O emprego de frases e termos deve ser compatível com as expressões próprias da linguagem profissional, para garantir a precisão da comunicação, evitando a diversidade de significações da linguagem popular.

A comunicação deve ainda apresentar como qualidades três tópicos: a clareza, a concisão e a harmonia.

1 - Clareza

A clareza se traduz, na composição de frases, pela sequência adequada dos conteúdos, pela explicitação da natureza e função de cada parte na construção do todo.

2 - Concisão

A concisão se verifica no emprego da linguagem adequada, da palavra exata e necessária. Não se deve usar “economia verbal”, requer do psicólogo a atenção para o equilíbrio que evite uma redação lacônica ou o exagero de uma redação prolixa.

3 - Harmonia

Finalmente, a harmonia se traduz na correlação adequada das frases, no aspecto sonoro e na ausência de cacofonias.

Mesmo que tenha sido escrito com o maior cuidado, todo laudo psicológico precisa ser relido e reavaliado. Indicado criar um “esqueleto” antes de começar a escrever. Em caso de Relatório Psicológico, é necessário apresentar: identificação, descrição da demanda, procedimento, análise e conclusão. Enquanto o Parecer Psicológico é composto de quatro itens: identificação, exposição de motivos, análise e Conclusão.

Gramática

Além da coerência e ordenação, a gramática deve receber total atenção, conforme algumas dicas abaixo escritas por Lívia Chaves, Analista de Produção de Conteúdo da empresa Rock Content:

O pior costume ao escrever é deixar as palavras sem acento ou esquecer para trás um errinho de digitação, pensando que tudo pode ser consertado depois. A dica é: se você viu um errinho acontecendo, termine o raciocínio e volte à palavra errada para retificar, antes de continuar escrevendo.

Priorize a ordem direta, em que o sujeito aparece primeiro, seguido do predicado e dos complementos. Isso ajuda na leitura e privilegia a clareza, além de diminuir a necessidade do uso de vírgula — que, quando em excesso, faz com que o texto fique “travando”.

Ambiguidade

Cuidado com palavras ambíguas, elas causam dúvidas e tendem a deixar seu texto com aspecto não profissional. Evite as palavras: “seu, sua”, entre outras. Além disso, evite as frases muito longas, pois podem ser confusas. Mas tenha cuidado, porque as pequenas também deixam o texto truncado e sem fluidez. A pontuação existe para nos ajudar nisso, então faça bom uso das vírgulas e dos pontos finais.

Revisão

A revisão também é um processo fundamental. Segundo Lívia Chaves, revisar o próprio texto é desafiador, pois nessa situação temos dificuldades em detectar tanto deslizes de Português quanto problemas na coerência ou na coesão — uma vez que, na cabeça do escritor, tudo está bem claro e compreensível.

Para evitar essa “cegueira”, uma atitude simples pode ajudar muito: aguarde algumas horas antes de começar a revisão. Dessa forma, você descansa, refresca a cabeça e consegue enxergar o texto com um olhar renovado.

Nos casos de relatórios e pareceres psicológicos, leia todo o conteúdo uma vez só para ter certeza que o conteúdo está coerente, que os resultados dos testes psicológicos estão concisos com a conclusão. Essa primeira leitura deve ser feita mais rapidamente, pois o raciocínio tende a se perder quando lemos muito devagar.

Coloque-se no lugar do leitor. Ele realmente vai conseguir entender o que o relatório ou o parecer estão tentando indicar? A linguagem está adequada para quem irá recebê-lo? O conteúdo atende ao objetivo?

De acordo com Lívia Chaves, revisar a “forma” deve ser mais paciente, atenta e cuidadosa. Não adianta nada fazer correndo, o ideal é mesmo ler palavra por palavra, letrinha por letrinha com a ponta do dedo.

  • Verificar as concordâncias (é muito fácil esquecer um “s” na hora de digitar!). Algumas palavras são muito parecidas entre si, tendo apenas um caractere de diferença. Um bom exemplo disso acontece entre as letras “d” e “t”. São muitos os textos que apresentam confusão entre “recorde” e “recorte”. Como não são erros de grafia propriamente ditos (porque todas essas palavras existem dicionarizadas das duas formas), é pouco provável que seu editor de texto aponte a confusão. O jeito é reler devagarinho e você pode clicar ctrl+L, no Word e procurar:

  • “mesm” para evitar o uso de “mesmo/mesma” como substituto de pronomes ou substantivos;

  • procure “est” e “ess” para evitar o uso equivocado dos pronomes demonstrativos. O ideal é procurar sem espaços para encontrar tanto “esse/este” quanto “essa/esta”, “neste/nesse” e “deste/desse”;

  • procure “porq” e “por q” para se certificar de que todos os “porquês” estão certinhos.

Ao revisar um texto, devemos ser desconfiados, curiosos e proativos. Teve a sensação de que determinada palavra está errada? Consultar um dicionário é a melhor forma de tirar a dúvida. Criar o hábito de conferir a grafia e o significado das palavras é uma maneira excelente de aprender e de evitar erros nos textos futuros.

Algo que deixa seu texto prolixo e cansativo, sendo uma das coisas mais incômodas para o leitor de um texto é a repetição excessiva de termos. Lívia Chaves demonstra uma lista de palavras que costumam ser usadas frequentemente:

  • que (campeã absoluta no pódio das palavras repetidas);

  • você;

  • pode / poder;

  • bem;

  • muito;

  • fazer;

  • saber;

  • conseguir;

  • é necessário;

  • é possível;

Os corretores automáticos só registram quando acontece uma grande repetição. A dica é ctrl+L, no Word, buscar pelas palavras mais usadas e conferir se elas estão muito perto umas das outras.

Entre em contato conosco para aplicar avaliações psicológicas nos funcionários da sua empresa ou nos candidatos. Gente e Gestão RH (31) 2531-0297 - administrativo@genteegestaorh.com.br

Gente e Gestão RH espera que as dicas sejam de grande relevância. Desejamos sucesso nos textos.

Agradecimento Rock Content - excelentes produções de marketing de conteúdo.

Por Ana Carolina Martins, Diretora da Gente e Gestão RH e Psicóloga Organizacional

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